Bela vitória, de virada, em um belo clássico, com direito a gol do alemão. Ótimo domingo!

Foto: clicRBS. Daniel Marenco.
Bela vitória, de virada, em um belo clássico, com direito a gol do alemão. Ótimo domingo!

Foto: clicRBS. Daniel Marenco.
Só gremistas mais otimistas (eu!!) acreditavam que o Grêmio poderia vencer a Copa. E os primeiros 30 minutos o Grêmio parecia capaz disso, mas os problemas foram o mesmos de sempre. Falta de competência para marcar gols. Aí, uma falha lá atrás, o Cruzeiro chegou e fez o gol (lance parecido com aquele que perdemos em BH).
Infelizmente deu a lógica e ficamos pelo caminho.
A notícia boa da noite foi a saída do Krieger e seu discurso conformista (só uma vez ele se inflamou, e para defender o Roth), sabe-se lá que vem. Não dá mais para aguentar e aplaudir vice. O Grêmio precisa recuperar sua grandeza. Não da para se conformar em cair em Gauchão, muito menos Libertadores. O título do Brasileiro está distante, mas o Grêmio tem o segundo semestre para voltar a ser o Grêmio.
O jogo de ontem estava nervoso, ninguém querendo errar, e o Grêmio estava jogando bem, perdeu gols por sua própria incompetência, tomou aquele gol, e se perdeu. Aí o gol no primeiro minuto do segundo tempo nos matou.
O que percebi, é que após o Grêmio fazer o seu gol o Cruzeiro se encolheu, só o Grêmio jogou, daquele jeito, sem qualidade, com pouca força (o que mais sinto falta neste time do Grêmio é força, resolver as coisas na força, ganhar dividas, comer a bola, dividir a bola até com a bandeirinha do escanteio), mas conseguiu pressionar e time mineiro em seu campo (Adílson colaborou tirando o Vagner do time).
Mas o principal é: o time do Cruzeiro não gosta de guerra, deveremos montar um escarceu aqui se quisermos ir para a final. Vale lembrar que o Estudiantes meteu quatro neles em La Plata.
Talvez a confusão pós jogo que deu ontem possa ter mexido com o grupo do Grêmio, e quem sabe em algum lugar possa ter acendido alguma chama de vontade, raça e garra neste grupo do Grêmio.
Sei lá, estou tentando me amarrar em alguma coisa.
O Grêmio não é favorito. O Grêmio é visto como zebra. o Grêmio é tratado com ironia. O Grêmio só chegou até aqui porque enfrentou ninguém. O Grêmio não tem jogadores capazes de decidir. O Grêmio não tem craques. Ninguém acredita no Grêmio.
FEITO! O cenário está armado!
DÁ-LHE TRICOLOR!!!
A Band vai passar em AM 640 o jogo do Grêmio, e em FM 99.3 o outro o jogo da noite.
Gaúcha e Guaiba deviam a começar a fazer isso também, pelo menos para os gremistas esta horrível escutar jornada dupla este ano. Tendo em vista que os jogos de Copa do Brasil sempre são os mais importantes, mesmo perante a Libertadores, o jogo do Grêmio anda sendo narrado em segundo plano quando dá espaço do” jogo da noite” , onde ficam escalados os primeiros times das rádios.
Anos passados eram mais equilibrados, mas este ano, devido ao centenário e badalação em cima do queridinho do Brasil, a coisa tá difícil… ainda mais em uma final.
O pior é se o comentarista do jogo do Grêmio foi o João Garcia.. ai não escuto na Band de jeito nenhum… ele é capaz de só falar do jogo do Inter… o cara é mais anti-gremista que colorado… nunca vi coisa igual no rádio gaúcho…
Vamos ver se vai ser o loco do Marcão e o Belmonte.
Será que vamos para uma mata-morre sem técnico?
Está certo que um tijolo é melhor que o Roth, mas na hora do vamos ver, se precisar mudar o jogo precisamos de um técnico.
Não estou desacreditando o Rospide, mas não da para colocar o investimento do ano inteiro sob a responsabilidade de um cara inexperiente que não é um técnico.
A convicção da diretoria do Grêmio em buscar o Autuori é louvável, é um baita profissional, mas não podemos ficar reféns.
Vamos ver até quando vai a novela…
O Renato, que concordo, não é um grande técnico, estrategista, mas ele trazer a torcida com ele, e para a Libertadores isso é fundamental! Torcida motivada como em 2007 podemos chegar lá.
Será que o Grêmio vai ser contra todos?
Impressiona o que se passa no Grêmio, o ódio ao técnico, os discursos, as situações (aquela da placa de substituição ontem foi algo…).
A crise está bem instalada no Grêmio, mas o desabafo indignado do Kriger ontem (não sei se foi em todas as rádios), apelando ao torcedor lhe dar o mínimo de crédito (“se eu tenho algum mísero crédito por ter tido convicção contrariando todos e ter sido vice-campeão brasileiro, peço ao torcedor que me dêem este crédito”) mostrou pela primeira vez um Krieger puto da cara com a situação e falando para o torcedor isso. Infelizmente foi preciso chegar ao limite para ouvirmos um discurso forte e indignado da direção, a situação é praticamente insustentável, qualquer espirro do Roth será deveras criticado pela torcida.
Vamos ver o que acontece em Tunja.
No Gauchão do ano passado o tricolor vinha atropelando (afinal era Gauchão) e caiu diante o Juventude, em pleno Olímpico, porque (sabe-se lá pra que) aquele time entrou em campo no 4-5-1, vale lembrar:
Marcelo Grohe,
Felipe Mattioni, Leo, Jean e Paulo Sérgio;
Nunes, Eduardo Costa, Maylson, Julio dos Santos e Roger;
Perea.
Técnico: Celso Roth
Tomando 2×0 no primeiro tempo, veio do intervalo com o Carioca e Tadeu, no lugar do Nunes e Julio Santos, um 4-4-2 torto, com os laterais invertidos, aí, depois de tomar 3×0 o Roth resolveu agir, tirou o Mayson, colocou o Jonas, trocou os laterais de lugar e o Grêmio foi pra cima fez 2 gols mas já era tarde. Estávamos eliminados.
O Roth errou, errar é humano, persistir no erro é burrice, e o Roth persistiu neste erro várias vezes no campeonato brasileiro, o Grêmio fez ótima campanha no Brasileiro de 2008 (apesar de eu considerar que entregamos o título nas últimas rodadas) e foi vice-campeão. Todas as vitórias foram conquistadas no 3-5-2, o esquema que o Roth acertou desde o primeiro jogo, com 3 zagueiros bem postados e posicionados (até o Pereira jogou bem). Jamais ganhamos um jogo sequer no 3-6-1. NUNCA DEU CERTO. Maaaasss o Roth sempre alterava quando tinha chance, na época utilizando o Roger, depois o Souza, como o “homem que se aproxima do ataque”. Jogamos assim contra o Vasco (1×2) Botafogo (0×2), nos dois Grenais (1×1 e 1×4), Flamengo (1×2), Sport (2×2), etc.. repito NUNCA DEU CERTO.
Gostaria que o Roth ao menos fosse sincero em suas entrevistas disseste coisas tipo: “Pra que 2 atacantes se posso ter 3 volantes em um esquema com 3 zagueiros?” , “Pra que fazer gol? O importante é não tomar!“, “Podemos fazer gol sem atacar, é apenas questão de oportunidade“, “Pra que jogar? Vamos esperar eles errarem para fazermos nosso gol, assim fizemos o gol no Grenal de Erechim, e quase o Lauro falha ontem hein? Pena bater na mão do Rui“, “Gols que tomamos de bola parada não devem ser contabilizados” – pelo menos ele saia da casinha logo, ficava folclórico e ia treinar algum time qualquer, não o Grêmio.
Este ano o Grêmio contratou 3 atacantes de alto investimendo (Alex, Max e Herrera), manteve mais 3 (Jonas, Perea e Reinaldo) e subiu mais 1 da base (Roberson), mas nosso técnico escala 1.