Não está morto que luta e quem peleia!

 Lara, o craque imortal

O gaúcho desde piá vai aprendendo a ser valente, não ter medo, ter coragem.

Em manotaços do tempo e em bochinchos retempera e moldura sua imagem.

 

Não podemos se entrega pros home de jeito nenhum, amigo e companheiro.

Não tá morto que luta e quem peleia, pois lutar é a marca do campeiro.

 

Com lanças, cavalo e no peitaço, foi implantada a fronteira deste chão

Toscas cruzes solitárias nas coxilhas a reelembrar a valentia de tanto irmão.

E apesar dos bons cavalos e dos arreios de façanhas, gaúchas, carreiradas

A lo largo o tempo foi passando plantando novo rumo em suas pousadas

 

Mas não podemos se entrega pros home de jeito nenhum, amigo e companheiro.

Não tá morto que luta e quem peleia, pois lutar é a marca do campeiro.

 

Vieram cercas, porteiras, aramados, veio o trator com seu ronco matraqueiro

E no tranco sem fim da revolução, transformou a paisagem dos potreiros

E ao comtemplar o agora de seus campo, o lugar onde seu porte ainda fulgura

O velho taura dá de rédeas no seu eu e esporeia o futuro com bravura.

 

Não podemos se entrega pros home de jeito nenhum, amigo e companheiro.

Não tá morto que luta, quem peleia, pois lutar é a marca do campeiro.

 

Foguinho 

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