Impressiona

6 Março , 2009

Impressiona o que se passa no Grêmio, o ódio ao técnico, os discursos, as situações (aquela da placa de substituição ontem foi algo…).

A crise está bem instalada no Grêmio, mas o desabafo indignado do Kriger ontem (não sei se foi em todas as rádios), apelando ao torcedor lhe dar o mínimo de crédito (“se eu tenho algum mísero crédito por ter tido convicção contrariando todos e ter sido vice-campeão brasileiro, peço ao torcedor que me dêem este crédito”) mostrou pela primeira vez um Krieger puto da cara com a situação e falando para o torcedor isso. Infelizmente foi preciso chegar ao limite para ouvirmos um discurso forte e indignado da direção, a situação é praticamente insustentável, qualquer espirro do Roth será deveras criticado pela torcida.

Vamos ver o que acontece em Tunja.


Roth se superou

2 Março , 2009

No Gauchão do ano passado o tricolor vinha atropelando (afinal era Gauchão) e caiu diante o Juventude, em pleno Olímpico, porque (sabe-se lá pra que) aquele time entrou em campo no 4-5-1, vale lembrar:

Marcelo Grohe,
Felipe Mattioni, Leo, Jean e Paulo Sérgio;
Nunes, Eduardo Costa, Maylson, Julio dos Santos e Roger;
Perea.
Técnico: Celso Roth

Tomando 2×0 no primeiro tempo, veio do intervalo com o Carioca e Tadeu, no lugar do Nunes e Julio Santos, um 4-4-2 torto, com os laterais invertidos, aí, depois de tomar 3×0 o Roth resolveu agir, tirou o Mayson, colocou o Jonas, trocou os laterais de lugar e o Grêmio foi pra cima fez 2 gols mas já era tarde. Estávamos eliminados.

O Roth errou, errar é humano, persistir no erro é burrice, e o Roth persistiu neste erro várias vezes no campeonato brasileiro, o Grêmio fez ótima campanha no Brasileiro de 2008 (apesar de eu considerar que entregamos o título nas últimas rodadas)  e foi vice-campeão.  Todas as vitórias foram conquistadas no 3-5-2, o esquema que o Roth acertou desde o primeiro jogo, com 3 zagueiros bem postados e posicionados (até o Pereira jogou bem). Jamais ganhamos um jogo sequer no 3-6-1. NUNCA DEU CERTO. Maaaasss o Roth sempre alterava quando tinha chance, na época utilizando o Roger, depois o Souza, como o “homem que se aproxima do ataque”. Jogamos assim contra o Vasco (1×2) Botafogo (0×2), nos dois Grenais (1×1 e 1×4), Flamengo (1×2), Sport (2×2), etc.. repito NUNCA DEU CERTO.

Gostaria que o Roth ao menos fosse sincero em suas entrevistas disseste coisas tipo: “Pra que 2 atacantes se posso ter 3 volantes em um esquema com 3 zagueiros?” , “Pra que fazer gol? O importante é não tomar!“, “Podemos fazer gol sem atacar, é apenas questão de oportunidade“, “Pra que jogar? Vamos esperar eles errarem para fazermos nosso gol, assim fizemos o gol no Grenal de Erechim, e quase o Lauro falha ontem hein? Pena bater na mão do Rui“, “Gols que tomamos de bola parada não devem ser contabilizados” – pelo menos ele saia da casinha logo, ficava folclórico e ia treinar algum time qualquer, não o Grêmio.

Este ano o Grêmio contratou 3 atacantes de alto investimendo (Alex, Max e Herrera), manteve mais 3 (Jonas, Perea e Reinaldo) e subiu mais 1 da base (Roberson), mas nosso técnico escala 1.

UM atacante joga e SEIS ficam no banco. Eu não acho que devemos escalar 6 ou 3 atacantes, acho que 2 é o suficiente.
Agora, é anunciando que vamos entrar em campo (jogar sabe-se lá como) quinta-feira, contra o poderoso Ypiranga de Erechim no 3-6-1, para treinar o esquema para enfrentar o mais poderoso ainda Boyaca Chicó no dia 11.
Sério. Como a diretoria do Grêmio pode aceitar ser tão covarde e se apequenar tanto?
Ainda temos que ouvir o Krieger dizer:
- Uma derrota no Grenal não nos abala, não muda nada. Ano passado perdemos o Grenal e não mudou nada..  terminamos 18 pontos a frente deles, nós na Libertadores e eles na sul-americana.

NÀO MUDOU NADA?? PQP!! O Grêmio não foi campeão por 3 pontos seu retardado!! Se foi 3 pontos perdidos contra a Portuguesa, Vitória ou Internacional não me interessa! Perdermos 3 pontos para um time que ficou 18 pontos atrás porque o Grêmio foi frouxo, mole, e tomou um chocolate, exatamente como ontem, um time morto, sem brilho, sem vontade, comendo mosca, pensando em sei lá o que, nem sombra do espirito tricolor.
Vale lembrar que em 2006 tínhamos um time infinitamente inferior ao do Beira-Rio, e nem por isso perdemos, aquele time se desdobrava em campo e tinha um esquema armado para enfrentar o clássico, não com papinhos de que “o Internacional não é referência”.
Infelizmente estamos com um esquema pronto para perder a Libertadores, e infelizmente vamos seguir com Roth e sua burrice extrema até sermos eliminados. E garanto que vamos ser eliminados jogando no erro de um adversário” que não vai errar.
Fabian